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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quando eu achava que era intelectual

Outro texto escrito por mim no dia 06/12/11... não que eu estivesse inspirada mas estava "mó" afim de falar!

Quando eu achava que era intelectual

Era só saber o que era um heterônimo e uma frase de Fernando Pessoa
Era ter lido e ter meia dúzia de argumentos para defender um clássico do realismo nacional
Era ser de esquerda e achar que para combater o capitalismo era só parar de beber coca
Era ficar horas discutindo se a abolição da escravatura foi legitima ou não
Era se indignar e contar aos 4 ventos que o movimento dos cara pintadas foi uma fraude
Era gostar de musica underground e alternativa, conhecer Caetano e Elis e abominar o POP
Era no fim de tudo descobrir que se precisa de muito mais que isso para ser intelectual, era entender que no fim você vive o capitalismo a cada segundo da sua vida, que esse mundo de fantasia, esse mundo seguro onde você pode ser tudo e dizer tudo, tem fim...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Parabéns TOM JOBIM

Sem dúvida alguém que merece todas as homenagens!
O gênio da música-poesia deu nome ao aerporto internacional do Rio de Janeiro, cidade que descreveu tão bem e que serviu de inspiração para a criação de um novo som: a maravilhosa Bossa Nova.! Ontem Jobim recebeu mais homenagens agora na comemoração de seu aniversário póstumo de 84 anos na página do Google Brasil.! Mas no mundo da internet o google não foi o único a prestar suas homenagens, muitos blogueiros de todo país, principalmente os cariocas postaram frases, músicas e poesias ao maestro Antonio Carlos Jobim.



Como não poderia ficar de fora, mesmo não sendo Carioca e sim uma reles Sul Fluminense perdida no interior do Mato Grosso venho expressar minha admiração com este post e uma das música que mais gosto do Tom, principalmente pela linda parceria com a não menos merecedora de homenagens Elis Regina!



Águas de Março
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol

São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Música de Hoje

De ontem...


Casa no Campo - Elis Regina
Composição: Zé Rodrix e Tavito

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Música de Hoje




Arrastão - Elis Regina
Composição: Edu Lobo e Vinicius de Moraes

Eh! tem jangada no mar
Eh! eh! eh! Hoje tem arrastão
Eh! Todo mundo pescar
Chega de sombra e João Jô viu

Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim
Olha o arrastão entrando no mar sem fim
É meu irmão me traz Iemanjá prá mim

Minha Santa Bárbara me abençoai
Quero me casar com Janaína
Eh! Puxa bem devagar
Eh! eh! eh! Já vem vindo o arrastão
Eh! É a rainha do mar
Vem, vem na rede João prá mim

Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim
Valha-me meu Nosso Senhor do Bonfim
Nunca, jamais se viu tanto peixe assim